Linux é o bombril da Assolan

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Aqui e aqui dois textos explicando a diferença entre software livre e open source. E aqui a história do software livre. É recomendado que você leia esses textos antes de seguir adiante.

Resumindo, a filosofia do software livre diz que devemos repudiar softwares proprietários e “optar” por softwares livres, ou seja, desenvolvidos pela comunidade. Mas, infelizmente, filosofia/ideologia + seres humanos, não é uma equação muito feliz. Sempre termina em tirania.

O que eu tenho visto por aí, são os seguidores mais fanáticos da ideologia do software livre agindo de forma agressiva e impositiva. Dizendo que não se pode usar determinados sistemas operacionais e nem qualquer software proprietário porque eles não são livres. Bom, se você leu os primeiros links, você deve ter entendido que uma das características, ou regras, para um software ser livre é ter seu código-fonte aberto para que seja modificado por qualquer um e distribuído livremente. Pois bem, nem todos são programadores ou têm vontade de modificar um código-fonte para qualquer propósito que seja.

Sim, concordo que foi por causa da ideologia do software livre que hoje podemos usufruir de sistemas operacionais e softwares completamente gratuitos. Não estou diminuindo a ideologia no sentido de inovação. De jeito nenhum. O que eu estou criticando, é a imposição de tal ideologia em dizer o que cada um usa ou deixa de usar.

Eu, como usuária final, quero um sistema operacional (SO) ou software que atenda às minhas necessidades de maneira rápida, prática, barata (se aplicável) e satisfatória. Eu não tenho intenção de ler o código-fonte de um SO ou software para modificá-lo com a finalidade de que ele funcione como eu gostaria. Sigo a mesma estrada de qualquer usuário final: Não atende às minhas necessidades de maneira satisfatória? Desinstalo e procuro outra opção. Simples.

No caso de um SO, em vez do Linux(*), os usuários finais optam pelo Windows (mesmo sendo pirata). Por quê? Porque ele já vem “pronto”(**), é fácil de usar(***) e atende a todas as necessidades do usuário final.

(*) Sabe a história do Gillette e do Bombril? Você não usa Gillette, você usa lâmina de barbear. Você não usa Bombril, você usa esponja de aço. E tem pessoas que vão ainda mais longe e usam o “bombril da Assolan”. Da mesma forma aconteceu com o “Linux”. O nome ideal seria “um sistema operacional baseado em GNU/Linux”, mas isso nunca vai acontecer porque o nome “Linux” já virou marca. Linux é o bombril da Assolan. E, por conta disso, para facilitar a minha vida, vou continuar me referindo a qualquer SO baseado em GNU/Linux como “Linux”, simplesmente.
(**) Grandessíssimas ressalvas e muitos Ss quanto a isso. Após uma formatação, o Windows não está pronto para ser usado porque é preciso instalar drivers e softwares essenciais. No caso das distribuições Linux (com algumas exceções), já vem tudo pré-instalado. Você formata e está pronto para usar. Não precisa ficar correndo atrás de drivers e lendo aquela listinha infinita com todos os seus softwares preferidos para instalar. Essas distribuições são chamadas de “out-of-the-box”.
(***) Só é fácil de usar porque todo mundo usa. Logo, a familiaridade é um elemento que pesa bastante na hora de escolher um SO.

Mas daí surge um punhado de pessoas e diz que esses SOs (leia aqui e aqui sobre plural de siglas e abreviaturas) e softwares não foram criados pensando no usuário final, mas no usuário programador. O usuário final que se dane.

comentário

Leia mais aqui

Bom, levando em consideração o surgimento de distribuições cada vez mais amigáveis ao usuário leigo como Ubuntu*, Linux Mint, Manjaro, Antergos e o próprio Kylin dos chineses, já mostra que essas pessoas estão erradas. Se o usuário final não fosse importante, não surgiriam cada vez mais distribuições dispostas a fazer todo o trabalho pesado para que o usuário não saia da sua zona de conforto do conhecido next-next-finish.
(*) As pessoas que estão iniciando no mundo Linux optam pelo Ubuntu por ser mais popular e ter mais tutoriais e soluções numa enorme comunidade. De fato, quando eu comecei, foi pelo Ubuntu também. Mas como constatei depois de alguns problemas, o Ubuntu não é tão amigável ao usuário iniciante como parece. Hoje uso Linux Mint e senti uma diferença enorme! Coisas que no Ubuntu eu, inevitavelmente, precisaria de várias linhas no terminal, faço rapidamente com poucos cliques pelos principais gerenciadores do Mint. Adoraria testar Manjaro e Antergos, mas não tenho mais espaço no HDD.

Como eu expliquei mais acima, nem todos os usuários são programadores e, não, nem todas as distribuições Linux são criadas exclusivamente para estes. E com isso em mente, vamos refletir sobre liberdade. De acordo com o Michaelis online:

LIBERDADE
Faculdade que tem o indivíduo de decidir pelo que mais lhe convém;
Autonomia para expressar-se conforme sua vontade;

Se eu opto por um SO ou software que carrega firmwares ou mesmo aplicações proprietárias, porque facilita a minha vida, então eu sou livre.
No entanto, se sou FORÇADA a usar determinado SO ou software simplesmente por não conter qualquer firmware ou mesmo aplicações proprietárias, seja por motivo de ideologia ou não, então eu não sou livre.

Veja bem, incluir softwares que espionam e mandam suas informações para empresas na intenção de vender publicidade (leia Ubuntu e Amazon) não é nada legal, mas a Canonical (empresa criadora do Ubuntu) já retirou a instalação padrão desse aplicativo, agora é opcional.

Como disse alguém em algum comentário que eu não consegui mais achar: A maioria das distribuições Linux requer entre 5GB e 10GB de espaço no HDD com drivers e softwares essenciais. Já o Windows requer 20GB no HDD sem drivers e sem softwares. O que tanto será que tem dentro do Windows que precisa de tanto espaço?
Bom, as respostas são inúmeras, desde arquitetura diferente até o sensacionalismo do “tudo para vigiar você!”.

Eu não me importo de usar o Mint sabendo que existem vários drivers, firmwares e aplicações proprietárias para que minha vida seja facilitada. Eu optei por facilidade e algumas aplicações não-livres. Eu poderia optar por ser 100% livre, mas aí eu não teria 100% de facilidade e minha prioridade é esta última já que assim, posso extrair o máximo de minha produtividade.

No caso dos softwares livres, foi opção, mas também desencargo de consciência. Pirataria não é legal e todos sabemos disso, mas qual a motivação por trás dela?

Infelizmente, não existe um único motivo para piratear. A pirataria é como uma piscina, não é uma gota d’água que vai encher, mas várias. Não existe um único motivo universal para a pirataria, mas um conjunto de motivos pessoais.

Podemos dizer que a maioria das pessoas que pirateia é porque não consegue comprar aquele software, seja por problemas financeiros ou políticos (no caso da China). Há também aqueles que pirateiam por ideologia; por ignorância; ou apenas para testar o software na falta de uma versão demo/teste/trial. Mas para este texto, vou me ater ao primeiro motivo: Não poder comprar a versão original e legal.

Até pouco tempo (3 anos, contando de 2017 para trás), eu usava o Photoshop CS2 pirata. Eu não tinha – e ainda não tenho – condições de pagar mensalmente pela assinatura da Adobe Suíte. Não sei como começou, mas descobri sobre open source e achei a iniciativa muito bacana. Procurando mais sobre ela, descobri softwares alternativos a esses mais famosos. Procurei por um que substituísse o Photoshop e descobri o Gimp. A adaptação demorou um pouco, mas hoje não me vejo mais usando Photoshop e nem me lembro mais como se fazia as coisas nele. Além disso, sinto-me melhor por estar agindo dentro da legalidade. Se pudesse, faria uma doação para os desenvolvedores do Gimp, mas infelizmente ainda não tenho meios para tal.

Na verdade, se me lembro bem, creio que tudo isso começou quando baixei o MS Office 2013 pirata e não funcionou direito (eu usava o 2007). Frustrada, fui procurar alternativas e descobri o LibreOffice e o Apache OpenOffice. Instalei ambos e fui testando. Infelizmente, na época eu fazia curso de inglês e toda semana era preciso entregar uma apresentação em slides que eu fazia no PowerPoint, e quando eu tentei converter minha apresentação no Libre e no Open, ficou totalmente deformada, impossível de usar. Decidi então continuar com o MS Office 2007 pirata até o fim do curso (já que eu não tinha tempo de aprender a mexer numa nova suíte) e depois mudar. Hoje uso o LibreOffice e estou muito bem, obrigada.

Tenho Linux Mint e Windows em dual-boot por causa de jogos (Steam, GOG, Origin, Uplay e alguns standalone) e dois softwares em particular que mesmo usando o wine não foi possível instalar: Marmoset Hexels 2 (está vinculado à minha steam, mas mesmo instalando esta pelo PlayOnLinux, o software acusa que não é compatível com a minha “versão”) e o app do Kindle (a versão de navegador diz que posso baixar para ler offline, mas sempre reseta quando fecho o navegador, inútil. E pelo wine aparece o erro de que não foi possível encontrar o Windows).

O interessante disso tudo, foi que eu desisti de um software que eu usava MUITO porque a empresa por trás dele se recusou a fazer uma versão para Linux: o Evernote. Fui assinante por 1 ano e gostava bastante do serviço, mas algumas coisas começaram a mudar (travamentos demais tanto para mobile quanto desktop e aumento de preço) e somado a isso veio uma indignação quando eu li a quantidade de plataformas com as quais o Evernote é compatível, mas não havia Linux.

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Você pode ver clicando aqui

Até relógio, mas nada de Linux.

Algumas pessoas dizem que o Linux só será bom quando tiver uma versão nativa da suíte Adobe, MS Office, AutoCAD, Sony Vegas e etc. Outras pessoas rebatem dizendo que se é para usar esses programas especificamente, então é melhor nem sair do Windows.

Bom, eu sou a favor de um equilíbrio e de uma liberdade mais próxima do seu conceito: você usa o que melhor lhe aprouver.

Se eu acho que as pessoas abandonariam as alternativas opensource se essas aplicações fossem nativas para Linux? Não. São pagas e, mesmo sendo nativas, as pessoas ou não iriam querer pagar ou não iriam concordar com isso. De qualquer forma, o opensource continuaria evoluindo firme e forte.
Veja bem, Windows é super pirateado e até razoavelmente fácil de se piratear, mas mesmo assim o Linux e outras alternativas opensource estão crescendo bastante e atraindo usuários que simplesmente querem uma boa alternativa sem ter de pagar e até mesmo admiradores da causa.

Em termos de jogos, creio que se o app da Steam fosse melhor desenvolvido (é, eu estou dizendo que o steam client para Linux é um horror), atrairia mais jogadores para o Linux. Eu simplesmente não consigo usar o steam client no Linux. Nenhum tutorial na internet me ajudou, não funciona de jeito nenhum. Instalei pelo PlayOnLinux (POL), funcionou um pouco, mas cheio de bug e nem sei como a Valve faz a estatística com pessoas usando pelo POL. O Mint traz o client instalado por padrão, mas de que adianta se não baixa nada? Os jogos ficam eternamente na fila de espera e não adianta eu apertar o botão para iniciar o download imediatamente, eles voltam instantaneamente para a fila de espera e ficam lá mofando.

Estou no aguardo do GOG Galaxy nativo para Linux, mas até lá…

Até a Google (empresa) trocou o Flash pelo HTML5 no seu navegador proprietário.

Acredito que o futuro não é de nenhuma cor específica, mas uma mistura de todas. Hibridização seria a palavra aqui, creio. E liberdade em seu conceito mais puro. Softwares livres com softwares proprietários. O usuário é quem dita suas próprias regras e não esta ou aquela organização.

Por que sou a favor do aborto

Vou pular as introduções e ir direto ao ponto porque eu ando meio sem saco para escrever direitinho. Sim, eu NÃO sou feminista, mas sou a favor da descriminalização do aborto.

“Como isso funciona?”, você deve estar se perguntando.

Piora ainda mais quando eu conto que sou religiosa (sou pagã) e sou a favor da descriminalização do aborto. Antes que você condene todos os pagãos apenas por minha causa, quero salientar que eu sou a única pagã (que eu conheci) que é a favor do aborto. Todos os demais pagãos são CONTRA o aborto pela mesma razão que os cristãos: “é uma vida!” Caso queira saber mais sobre crenças pagãs, assista a este vídeo.

Eu não vou usar aqui aqueles argumentos fajutos de “amontoado de células”, “feto não é humano” ou “muita gente faz então deve ser descriminalizado”. Para mim, sim, são fatos. Um feto É um amontoado de células e, sim, muitas mulheres praticam, mas nenhum desses dois fatos deve ser usado como argumento.

Amontoado de células

Todos os seres vivos (animais [nós incluídos] e plantas) deste planeta, somos um amontoado de células. Isso é fato, mas não é argumento.

Criminalizar não diminui a incidência do crime

Isso é um fato, realmente, não diminui, mas não deve ser usado como argumento. Assim, liberar o assalto à mão armada ou o estupro diminuiria as taxas desses crimes? Claro que não.

Feto não é humano

Errado. Um feto de golfinho é um golfinho, um feto humano é um humano.

Feto não é vida

Errado. Feto é uma vida em desenvolvimento. É claro que, se você interrompe o desenvolvimento dessa vida, ela irá perecer e morrer, mas ainda assim, é vida.

Eu, sinceramente, achava que essa questão de seres vivos e não-vivos deveria ter sido resolvida na primeira série do fundamental, quando as Tias colocavam nas provinhas aquelas questões assim:

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E caso você não saiba a resolução desse exercício, aqui vai a resposta:

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Infelizmente, muitos jovens nos dias de hoje não sabem isso. Tenho um conhecido que é professor de geografia e dá aula na rede pública. Ele fez uma questão bem parecida com essa para os alunos dele, só para saber como eles estavam. Desenhou no quadro uma árvore e um cachorro, se não me engano, e do outro um carro e alguma outra coisa. Perguntou qual daqueles desenhos representavam coisas vivas e coisas não-vivas. NENHUM aluno soube responder.

NOSSOS JOVENS NÃO SABEM O QUE É UM SER VIVO E UM SER NÃO-VIVO!

OBS.: Alguns podem ter visto essa questão como “seres animados e não-animados/inanimados”. Ou, no lugar de pneu, bola e caneta, estariam uma pedra, uma gota d’água e um grão de areia. Mas enfim, a idéia é a mesma. Aqui vai um link mais explicadinho sobre isso.

Bom, talvez, você esteja pensando que eu eliminei os principais “argumentos” utilizados por aqueles que são a favor, então o que diabos eu usaria para defender a descriminalização? Bom senso. Sério, não é zoeira. Uso bom senso, continue lendo.

Vou aqui, desfazer os argumentos mais usados de quem é CONTRA.

É uma vida! Aborto é assassinato!

Você come carne? Presunto, bife, filé de peixe, etc. Não, sério, responda. Se for vegano, pule esta parte. Se você adora um churrasco ou uma feijoada, tenho uma má notícia. Bois, porcos, galinhas e peixes são… Adivinhe só: VIDA. É. Todos os animais são vida. E se você é contra assassinato (sinônimo de matar, tirar uma vida) você deveria parar de comer carne imediatamente, afinal, animais são uma vida inocente. Ah, e você vegano, aquele pézinho de alface que você MATA para comer, também é vida. Se algo é vivo e nós o matamos, é um assassinato.

A vida é uma só, o que muda são os indivíduos que dela usufruem.

“No dicionário, assassinato é apenas para pessoas”, você comenta. Sim, mas não vou comentar esse argumento agora, quero tratar de outro ponto antes.

“Mas com essa ladainha de que se comemos animais então cometemos assassinato, você está comparando os seres humanos aos animais!”

Não, não estou comparando os seres humanos aos animais. NÓS, SERES HUMANOS, JÁ SOMOS ANIMAIS. De acordo com a classificação científica (se você for um daqueles religiosos débeis mentais, por favor, nem continue. Cliquei naquele X ali no canto superior direito e vá ligar a TV na Record), o ser humano, cientificamente denominado Homo sapiens sapiens, está classificado sob o Reino Animalia, ou seja, NÓS SOMOS ANIMAIS. Junto com cachorros, bois, porcos, galinhas e etc, o ser humano também é um animal.

Coloquialmente, o termo “animal” é frequentemente utilizado para referir-se a todos os animais diferentes dos humanos, e raramente para referir-se a animais não classificados como Metazoários. A palavra “animal” é derivada do latim anima, no sentido de fôlego vital, e entrou na língua portuguesa através da palavra animalis. Animalia é seu plural.

Grifo meu. Links: Homo sapiens sapiens (recomendo a leitura, muito interessante), Reino Animalia.

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Bom, esclarecida essa questão de animal e não-animal, você tem duas opções: Ou pára de comer carne e plantas, porque são vida e não pode matar uma vida. Ou você desiste desse argumento porque ele não cola mais.

Próximo, aquele lá de que o termo “assassinato” é apenas para pessoas. Eu lhe pergunto o que é uma pessoa. O ser humano? Uma única espécie dentre milhares? Por quê? O que nos difere de nossos primos do Reino Animalia?

Existem muitas definições interessantes sobre o que é um indivíduo ou uma pessoa. Ainda no mesmo artigo da Wikipédia, mais adiante, temos isto:

Os seres humanos são apenas uma das nove espécies que passam no teste do espelho — que testa se um animal reconhece sua reflexão como uma imagem de si mesmo — juntamente com todos os grandes macacos (gorilas, chimpanzés, orangotangos, bonobos), golfinhos, elefantes asiáticos, Pega-rabudas e Orcas.[119] A maioria das crianças humanas passam no teste do espelho com 18 meses de idade.

Existe um episódio de Arquivo-X onde o Mulder vai investigar um caso de abdução num zoológico. Lá, há uma orangotango que se comunica através de linguagem de sinais com a cuidadora dela (sim, isso existe de verdade). Durante o episódio, o cuidadora vai fazendo as perguntas que o Mulder quer, em sinais, e a orangotango explica que uma luz veio de cima e levou o bebê dela embora. Desculpa pelo spoiler.

Você deve estar se perguntando o que diabos isso tem a ver com “o que é uma pessoa”. Siga lendo.

ESTE VÍDEO (sério, clica nele, pelo amor de qualquer coisa que você ame, esse canal é bom demais. Ah, está em inglês e só clica depois que eu terminar minha explicação. Haha) chamado “Será o seu vermelho o mesmo do meu vermelho?”, ele explica que nós podemos ver as cores de formas diferentes e não há como saber se o vermelho que eu enxergo é o mesmo vermelho que você enxerga, mas a parte mais interessante desse vídeo é a segunda. Vou transcrever já traduzido aqui, o que ele fala, mas você é livre para ver o vídeo. Esta parte começa aos 5:13.

[…] Mas o fato de que vocês podem me perguntar sobre minhas experiências internas, e o mero fato de que eu posso perguntar aos meus amigos e todos nós podemos coletivamente admirar o conceito de Qualia é bastante impressionante, e também, bastante humano.

Animais podem fazer todo tipo de coisas que nós podemos. Eles podem usar ferramentas, resolver problemas, comunicar, cooperar, demonstrar curiosidade, planejar o futuro, e embora não saibamos com certeza, muitos animais certamente agem como se sentissem emoções – solidão, medo, alegria.

Os macacos foram ensinados a usar uma linguagem para se comunicar com nós humanos. É um tipo de linguagem de sinais que eles têm usado para fazer tudo, desde responder perguntas e expressar emoções, para até mesmo produzir novos pensamentos. Ao contrário de qualquer outro animal, esses macacos são capazes de entender uma linguagem e construir uma forma de resposta ao nível de crianças humanas de 2 anos e meio de idade.

Mas há uma coisa que nenhum macaco que saiba linguagem de sinais jamais fez. Nenhum macaco jamais fez uma pergunta.

Desde que usamos linguagem de sinais para nos comunicar com macacos, eles nunca se questionaram sobre qualquer coisa que nós possamos saber e eles não. Claro, isso não significa que macacos ou quaisquer outros animais não sejam curiosos. Obviamente são. Mas o que é sugerido é que eles carecem de uma “Teoria da Mente”, uma compreensão de que outras pessoas têm mentes separadas. Que elas têm conhecimento, acesso à informação que você pode não ter. Até mesmo nós, humanos, não nascemos com a “Teoria da Mente”. Há um famoso experimento para testar quando uma criança desenvolve a “Teoria da Mente”. É chamado de o “Teste de Sally-Anne”.

Durante o teste, os pesquisadores contam às crianças uma história sobre Sally e Anne. Sally e Anne têm uma caixa e uma cesta no quarto delas. Elas também têm 1 delicioso biscoito. Sally pega o biscoito e coloca dentro da caixa e sai do quarto. Enquanto Sally está fora, Anne tira o biscoito da caixa e o coloca na cesta. Quando Sally volta, os pesquisadores perguntam às crianças “onde Sally irá procurar o biscoito?”. Obviamente, Sally irá procurar na caixa pois foi onde ela deixou. Não há como ela saber o que Anne fez enquanto havia saído. Mas até a idade de 4 anos, as crianças irão insistir em que Sally irá pegar o biscoito na cesta porque, afinal de contas, é onde o biscoito está. As crianças viram Anne mover o biscoito de lugar, então por que Sally não o saberia? Crianças pequenas falham ao não compreender que a representação mental de Sally sobre a situação, o acesso dela à informação, pode ser diferente da delas próprias.

E macacos que sabem linguagem de sinais, mas nunca nos perguntaram nada, estão fazendo a mesma coisa. Eles estão falhando em reconhecer que outros indivíduos têm habilidades cognitivas similares e podem ser usadas como fontes de informação.

“Tá, e daí?”, você pergunta. Bom, isso tudo foi para explicar que eu vou definir como humano um indivíduo capaz de se questionar e questionar o mundo à sua volta, e é isso que nos difere dos outros animais.

No livro “Bilhões e bilhões” de Carl Sagan, o cientista e sua esposa escreveram um texto sobre até que ponto da gestação o aborto deveria ser descriminalizado. Não vou citar trechos do livro aqui porque senão vai ficar muito longo, mas vou deixar uma lista de links de lojas para você comprar. Ele também fala sobre aquecimento global e outras coisas interessantes nesse livro.

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Buscapé e Zoom

Resumindo, Carl e Ann explicam que o que nos difere dos animais, é o pensamento, como eu comentei ali em cima. E que ondas cerebrais semelhantes a pensamentos humanos só ocorrem num feto após o 8º mês de gestação, mais comumente no 9º e rarissimamente no 7º mês, mas nunca no 6º. Então ele e a esposa concordam que o aborto deveria ser descriminalizado ATÉ o 6º mês por essa razão. Afinal, ter olhos, pulmões ou outros órgãos não são características apenas humanas, outros animais partilham dos mesmos órgãos, então isso não é argumento para diferenciar os humanos dos outros animais ou justificar o que nos torna humanos.

Aqui eu termino de questionar o “argumento” de que “é assassinato porque é uma pessoa”. Pessoa = indivíduo humano capaz de pensar e questionar. Afinal, sentir dor e sofrimento, os animais também sentem e nem por isso você se sente culpado de ficar uma hora na fila do açougue para fazer aquele churrasco delícia com sua família.

Não tem desculpa! Deveria ter usado algum método contraceptivo!

Opa, esse argumento é bom. Vamos lá. A principal pergunta é, na verdade, são duas perguntas. Qual a eficácia dos métodos contraceptivos? Quais as chances de falha?

Métodos Anticoncepcionais não hormonais

Os métodos anticoncepcionais não hormonais são aqueles em que a contracepção não utiliza hormônio. Divide-se em três tipos: Muito eficientes, eficientes e pouco eficientes.

Muito Eficientes:
DIU – índice de falha 0.1%
Vasectomia e Laqueadura – índice de falha 1%
Abstinência sexual – índice de falha 0%

Eficientes:
Camisinha – índice de falha 8% a 20%
Diafragma – índice de falha 8% a 20%
Camisinha feminina – índice de falha 8% a 20%

Pouco eficientes:
Espermaticida – índice de falha 20%
Método do muco cervical – índice de falha 10% a 20%
Tabelinha – índice de falha 10% a 20%
Coito interrompido – índice de falha 15% a 20%

Métodos Anticoncepcionais Hormonais

Os métodos contraceptivos hormonais são aqueles em que a prevenção da gravidez é controlada por hormônios. Divide-se em muito eficientes e eficientes.

Muito eficientes:
Pílula – índice de falha 0,1%
Injeção anticoncepcional – índice de falha 0,1%
Sistema intraturino liberador de levonorgestrel (SIU) – índice de falha 0,1%
Implante – índice de falha 0,1%
Anel vaginal – índice de falha 0,1%
Adesivo anticoncepcional – índice de falha 0,1%

Eficientes:
Pílula do dia seguinte – índice de falha 5% a 20%

Link da matéria aqui. Gostaria de comentar esses que eu marquei em vermelho.

O melhor método contraceptivo ainda é a abstinência sexual com, exatamente, 0% de chance de falhar. Você deveria sair por aí dizendo que se as pessoas não querem filhos, elas deveriam PARAR DE FAZER SEXO.

Preservativo masculino/feminino, de 8 a 20% de chance de falhar. Vamos fazer uma matemática básica? De cada 10 trepadas usando preservativo, há uma chance de engravidar em 2. Duas gravidezes indesejadas a cada 10 fodas. VOCÊ CONSEGUE ENTENDER QUE (pelo menos o preservativo) NÃO É UM MÉTODO CONTRACEPTIVO TÃO EFICIENTE ASSIM?

Algumas pessoas comentam que deveria ser usada então a pílula do dia seguinte. Bom, eu quero lhe fazer uma pergunta. Se um feto é uma vida e tirar uma vida é um crime, qual a diferença de um feto de 1 mês e um de 1 dia? Quer dizer que um feto de 1 dia de vida não é uma vida? O Dr Dráuzio Varela, neste link, diz que a pílula do dia seguinte não é abortiva, mas e se o óvulo foi fecundado naquela noite e você toma a pílula no dia seguinte, não é aborto? Ao meu ver, é. Mas isso não é problema para mim, é para você.

Outra coisa que eu queria falar sobre métodos contraceptivos hormonais é que pessoas que têm problema de coração ou até mesmo hipertensão (como é o meu caso) não podem fazer tratamento à base de hormônios. Lembro quando comecei a tomar anticoncepcional e passei muito mal do coração. Sabe quando você toma um susto, seu coração acelera e depois volta ao normal? Pois é, o meu ficava acelerado direto, eu não conseguia dormir. Fiquei assim uma semana até que li a bula e está escrito lá que pessoas que sofrem de hipertensão não podem usar anticoncepcional, e parei. Levando em consideração a assustadora porcentagem de erro do preservativo, eu não tenho muitas opções. Como eu não quero ter filhos, assim que eu conseguir juntar um dinheiro, vou viajar para algum país mais civilizado e realizar uma laqueadura, já que mulheres jovens ou sem filhos são PROIBIDAS POR LEI A FAZER LAQUEADURA. WHAT THE FUCK! Outro link.

 

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Mais sobre falhas e eficácias de métodos contraceptivos neste link.

Se não quer, dá para a adoção então!

Calma, vamos por parte, igual a Jack. De acordo essa pesquisa apresentada no texto, em 2013, houve mais de 200.000 atendimentos em hospitais relacionados a complicações em abortos clandestinos. Esse número refere-se apenas ao casos que tiveram alguma complicação e são registrados pelos hospitais, vou me ater apenas a este número. Detesto essas estimativas e estatísticas tiradas do cu. Eu havia lido em outro artigo (que eu não achei o link, desculpa), todos os anos, eram pouco mais de 110.000 casos de complicações decorrentes de abortos clandestinos. Então vou ficar com o número arredondado PARA BAIXO de abortos anuais. Digamos que 100 mil abortos são realizados todos os anos, guarde este número na cabeça.

O tema da adoção no Brasil é um desafio de enormes dimensões, como comprova a análise dos dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), administrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Existem hoje cerca de 5.500 crianças em condições de serem adotadas e quase 30 mil famílias na lista de espera do CNA. O Brasil tem 44 mil crianças e adolescentes atualmente vivendo em abrigos, segundo o CNCA — em fevereiro do ano passado, eram 37 mil.

Retirado deste artigo, leia mais nele.

Analisando esses dados que são do governo, nós temos 30 mil famílias querendo adotar, é um número fixo que aumenta pouco. Do outro lado, já temos 44 mil crianças abandonadas. São 14 mil crianças a mais para adotar do que famílias disponíveis para adotar. Agora vamos usar aquele número lá em cima que eu pedi pra você guardar. Imagine que todos os anos, 100 mil crianças são abandonadas para adoção. Em 5 anos, teremos MEIO MILHÃO de crianças abandonadas para adoção e o número de famílias disponíveis para adotar é 16x menor!

É INVIÁVEL DAR TANTAS CRIANÇAS PARA A ADOÇÃO! Você consegue entender?

Ainda não terminei sobre o tema da adoção.

Incompatibilidade difícil de ser suplantada é, na verdade, o fato de que apenas um em cada quatro pretendentes (25,63%) admite adotar crianças com quatro anos ou mais, enquanto apenas 4,1% dos que estão no cadastro do CNJ à espera de uma família têm menos de 4 anos. Em 13 de março deste ano, eram apenas 227 em um universo de 5.465. Por isso, cada dia que passam nos abrigos afasta as crianças ainda mais da chance de encontrar um novo lar. Tanto que é inferior a 1% o índice de pessoas prontas a adotar adolescentes (acima de 11 anos), que por sua vez respondem por dois terços do total de cadastrados pelo CNJ.

Mesmo artigo ainda.

E aí nós nos perguntamos, o que acontece com os 99% dos jovens com mais de 11 anos que não serão adotados? O senador Magno Malta responde.

“Algumas dessas crianças vão se prostituir depois dos 12, 13 anos de idade porque não aguentam mais. Saltam o muro do abrigo, vão para a rua e não voltam. Dizem que a rua é o lugar delas. Estão roubando e assaltando, pagando o preço desse tipo de raciocínio de quem tem o poder e podia facilitar as coisas, mas não faz isso”, lamenta o senador.

Hum… Interessante. Ainda não terminei esse ponto, só quero abrir um espaço para comentar sobre esse vídeo aqui. Basicamente mostra menores de rua praticando furtos e roubos no centro do Rio de Janeiro. Quero chamar a atenção para alguns comentários.

Eles, basicamente, dividem-se entre torturar e matar esses jovens.

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Lixo humano

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Extermínio para esses parasitas“, “ninguém mata esses merdas“, “um líder que exterminasse essas desgraças

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Não serve pra nada essas desgraças

É, Jackie Chan Br, muito interessante.

1- As pessoas dizem que aborto é assassinato e deve ser proibido.

2- Mandam dar o filho indesejado para a adoção.

3- Não querem adotar porque dizem que não foram eles que fizeram então não têm obrigação de adotar.

4- Jovens ficam enchendo abrigos e orfanatos. A cada dia que passa suas esperanças de ter uma família vão diminuindo até chegar a adolescência e eles entenderem a realidade de que nunca serão adotados e resolverem fugir do abrigo, já que aos 18 anos, o governo vai os expulsar mesmo.

5- Não têm como sobreviver e passam a roubar e a se prostituir.

6- As mesmas pessoas que são contra o aborto e disseram que era pra dar pra adoção, mas não adotaram, estão agora dizendo que esses menores devem ser exterminados porque são merdas e não servem pra nada.

 

Não sei quanto a você, mas esse círculo asqueroso de ignorância e fetofilia (obsessão por fetos) me deixa indignada.

Agora imagine que a cada ano, 100 mil crianças são dadas para a adoção, mas a maioria esmagadora não será adotada por questão de logística (poucas famílias querendo adotar). Bom, depois de 11 anos, serão mais 100 mil jovens delinqüentes nas ruas para você chamar de merda e dizer que deveriam morrer porque não servem para nada. E a cada 11 anos, são mais 100 mil nas ruas…

Deixa eu esclarecer, esses 100 mil abortos anuais, JÁ ACONTECEM, então são menos 100 mil jovens delinqüentes soltos nas ruas daqui a 11 anos.

Todo mundo que é a favor do aborto deveria ter sido abortado!

Legal seu “argumento”, deixe-me usar um de igual grau.

Todo mundo que é contra o aborto deveria ser PROIBIDO de ter filhos e FORÇADO a adotar apenas!

Hum, que chato, né, forçar as pessoas a agirem como a gente acha que é certo sem levar a realidade em consideração.

Mais adiante, temos aquelas pessoas com algum tipo de patologia mental que adora compartilhar fotos de fetos abortados. E aí vem aquele outro pessoal comentar:

Não entendo como uma mãe têm coragem de fazer isso com um filho

Exatamente, você não entende, então fica quietinho. Mas, falando sério, este site (em inglês, infelizmente, nós não temos esses dados no Brasil) mostra que 92% dos abortos são feitos no primeiro trimestre, ou seja, nos primeiros 3 meses, exatamente o que os juízes brasileiros decretaram que não era crime. Ainda de acordo com esse site, 7% são realizados até a 20ª semana, ou até o 6º mês. E apenas 1% é realizado depois do 6º mês (e eu li em algum lugar, que desses 1%, 97% eram realizados por médicos em hospitais para salvar a vida da mãe em alguma complicação).

Recomendo esse vídeo se você sabe inglês, trata do assunto do aborto de uma forma engraçada.

Descriminalizar o aborto vai liberar a putaria generalizada

No item 4.3 deste artigo, mostra que 88% das mulheres que abortam, são CRISTÃS! Sim, eu também fiquei pasma. E ainda de acordo com esse artigo, 81% delas já têm filhos e 64% são casadas. Ao contrário do que você acha, não é a maioria das solteiras que já fizeram um aborto.

Observa-se, portanto, que apesar das alegações a respeito do uso de métodos contraceptivos e do planejamento familiar, a realização do aborto é muito mais frequente entre mulheres em um relacionamento estável, que já possuem filhos, e que possuem religião. Ou seja, esses estudos desconstroem o perfil de que a mulher que aborta é inconsequente, jovem e solteira.

Ademais, outra questão de importante avaliação é a de que esses estudos sugerem que a mulher que aborta faz uso de métodos contraceptivos, o que também desconstrói o argumento de esses métodos deveriam bastar para o planejamento familiar.

Vale lembrar que nenhum método contraceptivo possui 100% de eficácia, estando todos sujeitos a eventuais falhas.

Sou pró-vida!

Não. Você é pró-relativização-da-vida. Como eu disse, a vida é uma só, o que muda são os seres que dela usufruem. Você não é pró-vida quando é a favor da pena de morte. Você não é pró-vida quando acha que deveria ter uma arma para MATAR um assaltante. Você não é pró-vida quando come carne de animais que SÃO SERES VIVOS.

Mas o feto não cometeu um crime, é inocente!

“Argumento” falho. Animais também não cometeram crimes e você está absolutamente de boas com o fato deles morrerem aos montes em matadouros para que você tenha carne todo dia na mesa.

Voltando, essa questão de crime é interessante pelo seguinte: É dito que todos temos DIREITO à vida, mas ninguém nos perguntou se queríamos ser concebidos e estarmos aqui. Somos FORÇADOS a vir para este mundo. Você deve estar achando que é um pensamento bizarro, mas sério, pense sobre isso. Alguém lhe perguntou se você queria nascer? Se você queria estar aqui? Como isso é um direito se somos forçados a vir ao mundo?

Penso eu que, da mesma forma que não podemos dar nossa opinião na hora que nossos pais resolveram fornicar, também não temos que dar nossa opinião quando decidirem abortar. Se é escolha deles nos forçar a esse mundo, também é escolha deles não nos trazer a este mundo. Neste caso, escolha da mulher, mas antes de eu partir para essa parte, quero comentar outra coisa.

Então se mata!

Não. Eu ESTOU aqui AGORA, eu sou NASCIDA e quero fazer algo que preste com a vida que me foi imposta. Já que estou aqui, vou fazer o melhor que posso. Não culpo quem se mata. Não acho que são fracos ou vão para o inferno. Acredito que estejam exercendo uma escolha que lhes foi negada quando os forçaram a vir a este mundo.

Se a vida é tão importante, por que o aborto em casos de estupro é bem aceito? POR QUÊ? É uma vida, é o feto delícia que você tanto adora e pelo qual é tão obcecado. E é uma vida inocente. O feto não cometeu crime algum, por que você está tranqüilo com o “assassinato” dele?

Se o aborto deve ser proibido, então não deve haver relativização de fetos e DEVE SER PROIBIDO ATÉ EM CASOS DE ESTUPRO, AFINAL, O FETO É UMA VIDA INOCENTE.

Correto?

Mas vai causar sofrimento na mãe

Hum, interessante. Então quer dizer que se a mulher ficou grávida (excluo todas as circunstâncias) e não quer esse filho por N motivos, então quer dizer que está tudo bem submeter essa futura criança à dor da rejeição num orfanato do qual ela pode nunca ser adotada e forçá-la a mundo de criminalidade e prostituição para então dizer que, aí sim, ela pode ser assassinada que não vai fazer falta alguma?

U-A-U. Você consegue ser mais cruel do que eu imaginei. Não mexa no feto, mas pode matar todos os menores de rua. Que horror.

A mulher é quem errou, então ela deve ser punida

Ah, sim. Melhor ainda. Quer dizer então que você CONCORDA que aquela futura criança será uma maldição, um mal, um estorvo, um sofrimento, um castigo, uma punição na vida da mulher e não uma bênção ou alegria. Ok, é você quem está dizendo isso, que a mulher merece sofrer com o erro dela que foi ter engravidado daquele filho. Sério, você (pessoa que é contra o aborto dos outros) é pior do que eu imaginei. Grita que é pró-vida, mas é um torturador.

Você força uma vida indesejada a um mundo de sofrimento e falta de oportunidade, acha que essa vida deve sofrer e saber desde o início que nunca foi querida, que jamais será amada e que o lugar dela é na rua com a população toda gritando que ela é um lixo humano que não serve para nada e deveria morrer.

CA-RA-LHO.

Por que não matar quando ela ainda não era senciente e ainda não havia sofrido? Por que não matar logo no útero, nos 3 primeiros meses?

É disso que eu sou a favor. Quando a gravidez for indesejada, que a mulher decida se aquele filho será bem-vindo ou não. Se sim, que o crie com todo amor e carinho. Se não, que o mate logo nos 3 primeiros meses dentro do útero, num local legalizado, com os devidos cuidados e higiene.

A mulher decide o aborto e o pai não tem voz no assunto

A mulher não é uma incubadora ou chocadeira para vir o Estado ou pessoas desconhecidas e ditar que ela deve carregar uma vida que ela não quer. Ela é um ser humano nascido que é responsável pelos próprios atos e deveria ser a única responsável e a única a decidir se opta pela continuidade da gravidez ou não. Afinal, não dá pra tirar o feto da barriga dela e colocar na do pai, não é mesmo?

Outra coisa, (que por sinal, é um dos motivos pelo qual NÃO sou feminista e nem coloquei isso no outro texto, se me lembro bem) eu sou a favor de que o pai possa abrir mão da paternidade. Sério. Ele tem direito de escolher não ser pai assim como eu acho que a mulher deveria ter o direito de escolher não ser mãe. Direitos iguais.

Se a mulher ficou grávida e o então pai não sabe, quando vier ao conhecimento dele, ao meu ver ele deveria ter o direito de abrir mão dessa paternidade. Mas como o aborto, deveria ser definitivo. Ele abre mão da paternidade e NUNCA MAIS PODERÁ REVERTER ISSO. Afinal, não tem como desfazer um aborto. Direitos iguais. Uma vez que ele abrisse mão, nunca mais ele teria direito sobre aqueles filhos e nunca mais ele poderia reclamar qualquer coisa a respeito deles na justiça, assim como não teria a menor obrigação de pagar pensão alimentícia.

É provável que você ache que isso geraria um deus-nos-acuda de filho abandonado, mas aí seria responsabilidade da mulher criar esse filho. Se dentro do período de 3 meses ela comunicou ao pai de que estava grávida e ele abriu mão da paternidade, então ela pode optar pelo aborto se achar que não terá condições de criar aquele filho. Se não quiser abortar, ela que dê um jeito de arranjar um trabalho e matar-se de trabalhar para cuidar daquele filho. Afinal, se ela tem escolha, o homem também deve ter. E se a escolha dela de NÃO ter o filho é maior que a do pai na hora de escolher o aborto, a escolha dele de abrir mão da paternidade também deve ser maior que a dela na hora da mulher escolher por ter o filho. Aí sim, direitos iguais.

Quem não quer ter filho nenhum que faça uma esterilização ou pratique a abstinência sexual, já que como eu mostrei ali em cima, métodos contraceptivos não são à prova de falhas.

Momento curiosidades

De acordo com este site que usa estimativas (por isso coloquei na sessão de curiosidades), diz que, desde 1980, quase 1 BILHÃO e meio de abortos foram realizados no mundo todo. Atualmente, existem 7 BILHÕES de pessoas no mundo. Se esses abortos não tivessem sido realizados, nós teríamos 8 BILHÕES e meio de pessoas no mundo. Gente pra caralho.

Leia sobre os perigos da superpopulação mundial. Artigo 1, artigo 2, artigo 3, artigo 4

 

Considerações finais

É possível que eu edite este texto posteriormente se novos dados aparecerem ou algo usado aqui mostre-se não mais útil.

Se você chegou até aqui, parabéns! Quero lhe indicar este artigo aqui. O mais interessante de todos sobre o aborto. Sem as ladainhas de sempre. Um conceito novo. Tem 4 páginas. E este vídeo que é basicamente o que eu falei, só que mais explicado.

Por fim, gostaria de dizer que só quem está calçado sabe onde é que aperta o sapato. Se você é contra o aborto, não aborte, mas não tire o direito de outras pessoas de fazer essa escolha, você não sabe a situação delas e os motivos, então por favor, recolha-se na sua ignorância.


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