Por que não sou feminista.

(Sim, sem ponto de interrogação, saiba mais aqui)

Sou mulher e não sou feminista.

Nos dias de hoje parece uma frase contraditória ou, para algumas pessoas um pouco mais exaltadas, parece que só estou dizendo isso por estar com uma arma apontada para a minha cabeça. Quero tranqüilizar o leitor de que estou muito bem, obrigada. Branca, gorda (estou trabalhando nisso, emagrecer não é tão fácil assim! Não, obrigada, não quero seu plano de dieta. Passar bem.), mais ou menos atéia, a favor da descriminalização do aborto, não-feminista e a favor do Direito dos Homens.

WAIT, WHAT?

É, eu sei. Loucura, não? Antes de me xingar, deixa eu explicar.

Atualmente, o feminismo está desgovernado. Aliás, o ativismo de minorias está desgovernado. Desorientado, ensandecido.

Chegamos (nós humanos) ao cúmulo de dizer que fantasias de Halloween são racistas! Que o Aquecimento Global é racista! Li outras loucuras assim, mas não lembro mais. Algumas coisas eu, deliberadamente, apago da minha mente. Preciso ocupar este espaço com coisas úteis. Por isso quis escrever este artigo, para tirar da minha mente tudo o que eu penso sobre feminismo e, caso alguém queira saber, posso mandar este link para a pessoa e pronto. Seria tipo como mandar um pensamento para a nuvem para liberar espaço no “HD cerebral”. Haha.

Adiante estão os pontos que irei abordar neste texto:

  1. Desigualdade salarial;
  2. Jornada dupla/tripla/quádrupla;
  3. Violência doméstica;
  4. “Feminicídio”;
  5. “Machismo”;
  6. “Cultura do estupro”.

1. Desigualdade Salarial

Você com certeza não acreditaria se eu dissesse que a desigualdade salarial, no Brasil, baseada em ÓRGÃOS GENITAIS não existe. Mas sério, não existe. O que existe é uma lei de 1952 sobre a igualdade salarial entre gênero, raça e nacionalidade. Você, muito provavelmente, ainda nem nadava no saco do seu pai quando essa lei foi criada. Segue o texto:

CLT – Decreto Lei nº 5.452 de 01 de Maio de 1943

Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho.

Art. 461 Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

§ 1º – Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

§ 2º – Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e merecimento. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

§ 3º – No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antingüidade, dentro de cada categoria profissional. (Incluído pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

§ 4º – O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. (Incluído pela Lei nº 5.798, de 31.8.1972)

Grifo meu. Link do artigo.

Então por que existem tantas pesquisas sobre desigualdade salarial mostrando que “existe”? – você me pergunta.

Bom, gostaria de mostrar, primeiro, a(s) porcentagem(ns) da “desigualdade salarial”. As porcentagens a seguir mostram o quanto as mulheres ganham A MENOS QUE OS HOMENS. Tenha isso em mente.

(clique nas porcentagens)

50%

19%

21%

33% e 38%

8% e 28,3%

24,6%

46,9% em 1980 e 29% em 2010

40%

38% e 28% na mesma matéria

23%

25%

30%

41%

16% e 31% na mesma matéria

34%

27%

38%

Atente para estes dois, uma diferença considerável e ambos são do Governo.

13,75% Brasil Gov

20% IBGE

72% A MENOS QUE O HOMEM! :O

E, finalmente: 7%

 

Percebeu que a disparidade de porcentagens é maior que a de salários? HAOEHA

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Não posso levar a sério tanta divergência. A lei existe e, SE ela não estiver sendo seguida, processo trabalhista no empregador malvadão! Afinal, a lei está do seu lado, se você é mulher e crê que recebe menos simplesmente por ter nascido com uma vulva, procure a Justiça, você tem direitos perante a lei.

Leitura sobre o assunto:

A (IM)POSSIBILIDADE DE DIFERENÇA SALARIAL ENTRE FUNCIONÁRIOS QUE EXERCEM A MESMA FUNÇÃO

Entenda como funciona e quando é possível a equiparação salarial

Agora vamos cobrir (no sentido de “falar sobre”) os pontos espinhosos da questão trabalhista. Mulheres são as únicas que podem ficar grávidas, apesar do que diz um pessoal que matou todas as aulas de Biologia no Ensino Médio.

Gente que faltou a aula link, em inglês. Aparentemente, ter nascido mulher não significa nada.

Insanidade link único, porque eu não tive estômago para procurar mais sobre isso. Em inglês.

Voltando, levando em consideração o fato biológico de que apenas mulheres têm gestação, vamos ponderar sobre o seguinte. Digamos que você tem uma empresa com 4 funcionários. Dois homens e duas mulheres. Todos são casados. Suas duas funcionárias ficam grávidas e as esposas dos seus funcionários também. De acordo com a lei, 50% do seu pessoal ficará 4 meses sem trabalhar e continuará a ser remunerado. Sua empresa quebra na mesma hora. Nenhuma empresa agüenta um golpe desse. Ainda de acordo com a lei, durante uma semana (6 dias) 100% do seu pessoal não irá produzir. Adeus empresa.

Agora imagina isso em grandes empresas com 5 mil funcionários, num quadro de 50-50. A empresa quebraria ou, no mínimo, ficaria seriamente prejudicada!

Você me diz que as chances são pequenas de que todas as mulheres engravidem ao mesmo tempo. Eu posso até concordar, mas infelizmente, abusos como este acontecem bastante. Sugiro que leia os comentários.

Ela não pode ser demitida SEM JUSTA CAUSA. Ou seja, se for contratada e não trabalhar, faltar sem justificar, se recusar a obedecer uma ordem, etc, pode ser mandada embora por justa causa, mesmo estando grávida.

Link

“ Vale deixar claro, no entanto, que embora a regra seja bastante benéfica para a mulher, ela não oferece um status de imunidade, o que permite que a mulher possa ser demitida por justa causa em determinadas ocasiões em que sua atuação profissional justifique a ação.”

“Se optar por simplesmente faltar durante os nove meses de gravidez sem nenhum suporte médico para tal fato, não é razoável que seu emprego seja mantido.

Faltas graves permitem que a gestante seja demitida por justa causa, e elas configuram-se nos mesmos termos do que as faltas graves consideradas para justa causa por todos os tipos.”

 

Outro link

Eu, particularmente, sou contra licença-maternidade/paternidade.

SUA LOUCA DESUMANA E CRUEL! – você me xinga.

É simples, ou você trabalha ou tem filhos. Ou se foca na carreira ou se foca na família. Não dá para fazer ambos. Se você tentar conciliar filhos e carreira, um dos dois ficará negligenciado e eu, sinceramente, espero que seja a sua carreira que fique negligenciada e não os seus filhos.

Veja bem, não tenho nada contra você querer ter filhos, só acho que você deve ESCOLHER um ou outro. Carreira ou família.

MAS ISSO É POR CAUSA DA JORNADA DUPLA/TRIPLA/QUÁDRUPLA! – você brada.

Calma, ainda não cheguei lá. Voltando, já que existe licença maternidade, sou a favor de a licença paternidade ter a mesma duração da outra. Assim, o empregador avaliaria bastante e organizar-se-ia antes de contratar. Sim, isso realmente diminuiria as contratações, mas pelo menos não criaria cenários em que mulheres não são contratadas simplesmente por serem mulheres (por causa da bendita licença). Mesmo que se saiba que tal contratação não foi efetuada unicamente por isso, praticamente nunca acarretará punição para o empregador, porque ele pode alegar que o currículo dela não era o que ele procurava e como ainda não existe COTA EMPREGATÍCIA (e deus queira que nunca venha a existir!), ninguém pode obrigá-lo a contratar determinado(a) funcionário(a). No entanto, não duvido que sejam criadas tais cotas em um futuro próximo. Seria o caos, mas nossa sociedade super protetora de alegados oprimidos tende a dar tiros no pé em benefício de pessoas que simplesmente tem tudo de bandeja e não querem responsabilidade com nada.

Outro ponto em que eu discordo, é o que diz que mulheres têm direito de se aposentar 5 anos antes dos homens. Por quê?

Porque elas largam o trabalho para cuidar da família. – você argumenta.

Bom, se é MESMO por causa disso, então, considerando que elas se AUSENTAM DO TRABALHO, elas deveriam se aposentar 5 anos DEPOIS do homem. Não antes. Assim elas compensariam a ausência do mercado de trabalho. Afinal, ninguém é obrigado a sustentar filho dos outros.

Sou a favor de que ambos se aposentem com o mesmo tempo de trabalho, como o próprio Temer queria propor. Direitos iguais, certo?

Sabia que mulheres têm direito a 15 minutos de descanso antes de iniciar a hora extra e os homens não? Link

“A explicação dada na ocasião foi que o princípio da igualdade não impediria existirem tratamentos diferenciados, desde que haja uma justificativa legítima para isso e que exista proporcionalidade nesse tratamento.”

Não achei o texto que mostrava que uma juíza deu como “explicação” a questão de que as mulheres sofrem discriminação em local de trabalho.

Que discriminação? Pergunto eu. Preparar o cafézinho? Ouvir perguntas tipo “tá de tpm?”? Isso é discriminação? Ao meu ver, não. Para mim, discriminação seria se acontecesse o seguinte:

  • Você não pode usar o banheiro da empresa por que é mulher.
  • Você não tem direito de ficar no ar-condicionado porque é mulher.
  • Você não tem direito a hora de almoço porque é mulher.
  • Você não tem direito a salário porque é mulher, deve trabalhar de graça.
  • Você não tem direito a trabalhar porque é mulher, deve ficar em casa.

Isso, é discriminação. O restante é só um bando de gente babaca. E, até onde eu sei, babaquice não é crime.

“Por isso, observou Toffoli, a CF estabeleceu cláusula específica de igualdade de gênero e, ao mesmo tempo, admitiu a possibilidade de tratamento diferenciado, levando em conta a “histórica exclusão da mulher do mercado de trabalho”; a existência de “um componente orgânico, biológico, inclusive pela menor resistência física da mulher”; e um componente social, pelo fato de ser comum a chamada dupla jornada – o acúmulo de atividades pela mulher no lar e no trabalho – “que, de fato, é uma realidade e, portanto, deve ser levado em consideração na interpretação da norma”.”

1- “Histórica exclusão da mulher no mercado de trabalho”.

Isso me lembra aquele pessoal ativista de raça que diz que até hoje os brancos são culpados da escravidão de séculos atrás.

2- “Um componente orgânico, biológico, inclusive pela menor resistência física da mulher”

Aí eu tenho duas sugestões: A primeira que ficará mais para o final e esta segunda que se segue. Se a mulher é fisicamente menos resistente ao trabalho que o homem, por que ela deveria ser privilegiada? Afinal, se a pessoa não foi feita para o trabalho e quer receber a mesma coisa ou ter privilégios justamente por essa fraqueza, ela está, indiretamente, fazendo com que seu colega de trabalho – que é perfeitamente capaz e não tem privilégios – trabalhe mais para compensar o que ela não consegue produzir. Ao meu ver, isso é injusto. Não se deve prejudicar muitos pelo bem de poucos. Ou a mulher escolhe um trabalho que não seja fisicamente desgastante e que ela seja plenamente capaz de exercer, ou ela desiste de trabalhar e fica sendo sustentada pelos pais ou pelo marido para o resto da vida.

3- “Acúmulo de atividades domésticas”.

Considerando que não estamos no Oriente Médio, ninguém forçou-a a se casar com um homem que não ajuda em casa. Por que ela se casou com ele? Não havia nenhum homem que quisesse dividir as tarefas com ela e que estivesse disponível? Precisava escolher justamente aquele que fica sentado vendo TV e não faz nada? A sociedade não tem obrigação de pagar por um erro seu. Quem escolheu casar com ele foi você, logo, das duas, uma: Ou você agüenta, ou se separa. Creio que a segunda alternativa seja mais digna, mas quem decide é você.

A ministra Cármen, que presidiu a sessão ontem, afirmou: Somos sim o sexo frágil. Frágil em direitos.’ ”

Quais direitos? Eu pergunto.

  • Homens podem dirigir. Mulheres também.
  • Homens podem trabalhar. Mulheres também.
  • Homens podem votar. Mulheres também.
  • Homens podem estudar. Mulheres também.
  • Homens podem viajar sozinhos. Mulheres também.
  • Homens podem acumular bens (casa, carro, etc). Mulheres também.
  • Homens podem dar entrada em pedido de divórcio. Mulheres também.
  • Homens podem freqüentar boates. Mulheres também.
  • Homens podem beber livremente. Mulheres também.
  • Homens podem transar com quem quiserem (com consentimento mútuo) legalmente. Mulheres também.

Não cito mais nada porque aqui começa a desigualdade em detrimento ao homem. Sugiro esta leitura: 20 privilégios legais que as mulheres têm.

Mas mulheres não podem sair de madrugada e ficar bêbada sem ser estuprada! – você pensa que comunica.

Preciso separar isso em vários pedaços, igual a Jack.

1- “Mulheres não podem sair de madrugada”.

Em que país? Eu estou falando do Brasil neste texto todo. Se essa “mulher” tem menos de 18 anos, é natural e preferível que seus pais a proíbam de sair sozinha de madrugada. É uma menor que, perante a lei, não é responsável por seus atos (apesar de eu achar que a lei está muito errada nesse sentido).

2- “Ficar bêbada”.

Se pode beber, pode ficar bêbada.

3- “Sem ser estuprada!”

Primeiro, as chances de ser assaltado(a) de madrugada são maiores do que as de ser estuprada. Apenas veja a quantidade de estupros (REGISTRADOS! Nada de ficar tirando estimativa do cu, por favor!) por ano no Brasil e a quantidade de assaltos. Para ilustrar, aqui na minha cidade, a criminalidade tá tão alta, mas tão alta, que dois BANDIDOS FORAM ASSALTADOS e perderam moto e celular. É. Você não leu errado. Os bandidos foram assaltados. Como diria o ditado “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. Vendo isso, tenho mais medo de ser assaltada do que de ser estuprada.

Segundo, quando um homem fica bêbado e transa, a responsabilidade é exclusiva dele. Por que que quando uma mulher fica bêbada e transa, é estupro? As mulheres são tão mentalmente incapazes assim? Elas são tão débeis mentais, tão infantis a ponto de não serem responsáveis por seus próprios atos?

Terceiro, não considero arrependimento como estupro. Não interessa que o bom senso tenha batido no dia seguinte, o que aconteceu na noite anterior foi consensual. A mulher quis trepar, trepou. Se na manhã seguinte ela pensou “putz, olha a bosta que eu fui arranjar…” é problema dela. O não muda o fato de que ela NÃO FOI estuprada. Só está arrependida.

Quarto, este é um comentário moral, se não gosta de moralidade, pode seguir adiante. Não entendo a necessidade de algumas pessoas de beber até cair. Não existe beleza nisso. Não, não é adulto e descolado beber até cair. É ridículo e deplorável perder o controle de seu corpo e mente propositalmente. Eu tinha uma amiga feminista que dizia que o sonho dela era beber até cair e andar sem blusa na rua. A amizade acabou.

Voltaaaaando…

O que acontece então com as pesquisas sobre a desigualdade salarial? – você pergunta.

Desonestidade, eu respondo. É preciso levar em consideração, muitas variáveis e estas são deliberadamente ignoradas em função de uma agenda política.

Digamos que estão sendo comparadas duas empresas apenas e seus respectivos funcionários.

1- Ramo de atuação de CADA UMA DAS EMPRESAS.

É, alguns ramos faturam mais que outros. Loucura, não?

2- Porte das empresas (faturamento).

Empresas maiores faturam mais que empresas menores. Incrível, não?

3- Quantia de investimento de cada empresa, taxa de crescimento e despesas.

Algumas empresas investem mais em outros setores para expandir do que outras empresas, o ramo influencia muito nisso. Logo, pode ser uma empresa que fatura milhõõões, mas se ela investe em expansão, ela não pode se dar ao luxo de pagar salários exorbitantes.

4- Região de atuação da empresa.

Digo isso em relação a Brasil. Uma empresa em São Paulo tem um faturamento (e investimento/despesa) diferente de uma empresa em Roraima, por exemplo.

5- Nível de escolaridade dos funcionários.

Ué, mas isso já não era considerado? – você pergunta.

Não, não era. Leia o primeiro parágrafo, link em inglês.

6- Cargo do funcionário.

Mesma coisa de cima.

7- Tempo de casa (há quanto tempo trabalha para o mesmo empregador).

8- Horas de trabalho.

Parece óbvio, não? Mas a omissão desses dados nas pesquisas causam uma sensação de não confiabilidade. Eles nunca dizem que ramo de negócio é, em qual região, qual a função e nem nada.

A pesquisa que mais se aproximou disso, foi esta da Catho.

Mas desconsideraram a região e não disseram quais cargos compararam dentro dos ramos, nem o tempo de casa. Ou seja, ainda existem fatores que explicam a “desigualdade” e eles omitiram ou simplesmente nem checaram. E, sinceramente, não creio que tenha sido sem querer.

Não posso confiar cegamente em pesquisas assim. São muitas informações omitidas.

MAS E O CASO DO ESPORTE E ATÉ DA ATRIZ DE HOUSE OF CARDS, HEIN? HEIN? HEIN? – você grita.

Primeiro, o caso da Robin Wright.

“ ‘Vi estatísticas mostrando que Claire Underwood foi mais popular do que Frank durante certo período. […] Há poucos filmes ou séries de TV em que o homem e a mulher são iguais. Nesta série, eles são realmente iguais’, completou.”

Pelo que assisti da série, não, não são iguais. Se tirar a personagem dela, a série sobrevive. Se tirar a personagem dele, não. Então nesse caso, a personagem dele é mais importante e, com isso, o salário dele seria maior mesmo.

Próximo, esportes. Vou tentar resumir, já estou ficando cansada. Futebol, como exemplo.

O futebol masculino é muito mais assistido que o feminino e isso é senso comum. Logo, se futebol masculino gera mais ibope e visibilidade, as empresas vão investir mais em publicidade para a versão masculina. É mais fácil o Neymar vender algum produto com a imagem dele do que a Marta, por exemplo. Assim sendo, o valor de mercado do Neymar eleva-se a níveis estratosféricos e o da Marta não. O dia que as próprias feministas se juntarem para assistir ao futebol feminino e aumentarem sensivelmente o ibope dessa versão do esporte, aí o salário das jogadoras vai subir, já que terá mais visibilidade, mais publicidade, maior valor, maior salário.

Ah, e antes que você venha dar ataque, nenhum homem é obrigado a assistir a futebol feminino. Cada um assiste ao que quer.

Outra coisa, editais de concurso, por exemplo, um salário único é apresentado, não há diferença entre homens e mulheres. Veja a imagem:

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Por acaso, você vê alguma coisa aí dizendo que, se o técnico ou analista for mulher, ela vai receber 30% menos? Não tem nada disso em edital nenhum. O salário é igual para ambos. Link (não sei por quantos anos esse link vai valer, pode ser que seja tirado do ar em 2018 ou quando o edital perder a validez)

Eu comentei sobre uma idéia a respeito de trabalho, como se fosse uma reforma do sistema trabalhista, mas vou fazer uma postagem só sobre isso e coloco o link aqui.

Para fechar este capítulo de desigualdade salarial, quero deixar alguns vídeos:

Former male feminist explains why the gender wage gap is horseshit

Do Women Earn Less than Men? – Learn Liberty

The Myth of the Gender Wage Gap

Why Male Athletes Get Paid More

SÓ TEM VÍDEO EM INGLÊS! – você dá ataque histérico.

Bom, nos dias de hoje, é indispensável saber um idioma estrangeiro. Especialmente inglês. Mas tem um vídeo em português aqui. (:

É INJUSTO A MARTA GANHAR MENOS QUE O NEYMAR??

2. Jornada dupla/tripla/quádrupla

Eu comentei sobre isso alguns quilômetros de texto acima, mas vou repetir. Os tempos estão difíceis, está tudo muito caro, o custo de vida está alto. Se você escolheu reproduzir-se numa época em que a reprodução é quase financeiramente insustentável, você precisa entender que você e sua família, muito provavelmente, passarão por necessidades. Ter um filho não é algo fácil, rápido ou temporário. É o extremo oposto disso. É difícil pra cacete, é para o resto da sua vida e, por conseqüência, não é temporário. Se você conseguiu encontrar um marido que receba bem o suficiente para suprir a necessidade da família toda (ele, você e a criança) sem que você precise trabalhar, ÓTIMO! Sério mesmo! É raro isso nos dias de hoje. Considere-se uma sortuda. Mas se por acaso você precisa ir trabalhar para complementar renda, sinto muito, mas você terá muito trabalho.

Veja, algo que contribui para a desigualdade salarial são as horas de trabalho. Muitas mulheres trabalham (como professoras em sua maioria) apenas algumas horas por dia só para complementar a renda em casa. Ao passo que o marido sai de casa 4h da madrugada para chegar ao trabalho às 7h e sair às 18h para chegar em casa às 21h. Um ser humano nessa rotina vai estar cansado demais para fazer qualquer coisa em casa. Mas se a mulher trabalha menos, por que ela não pode fazer o serviço doméstico? No caso de ambos trabalharem a mesma quantidade de tempo, o ideal seria que, mesmo cansados, dividissem as tarefas.

Se isso não acontece, a culpa não é da “sociedade machista”. A culpa é sua, mulher. Você ESCOLHEU casar e reproduzir-se com um homem que não ajuda em nada. VOCÊ ESCOLHEU!

Você consegue entender isso? O feminismo não vai fazer seu marido lavar mais a louça. O feminismo não vai resolver a crise no seu relacionamento. Muito pelo contrário, vai destruir seu casamento.

Sabe o que vai consertar seu casamento? D-I-Á-L-O-G-O. Conversa, entendimento. É assim que seres humanos deveriam se tratar, com comunicação.

Meu marido não gosta de discutir relação! – você reclama.

Quem disse que vocês vão discutir relação como comumente é conhecido? Você vai sentar com ele e explicar que a casa é de vocês dois, que ambos trabalham, ambos estão cansados e que ambos deveriam dividir as tarefas, porque esse é o justo, correto e lógico. Xingá-lo, jogar coisas nele, ameaçá-lo não vai melhorar a situação, só vai piorar.

Se não der certo, divórcio. Ou… Uma atitude que acho muito engraçada, mas que é meio perigosa para o casamento de vocês (leia-se “ele com certeza vai arranjar uma amante”):

Não lave a louça, não limpe a casa, não faça comida, não coloque a roupa na máquina. Deixa tudo sujo e bagunçado. Quando ele reclamar, você diz que a casa é de ambos, que ambos estão cansados e que ambos deveriam arrumar juntos, afinal, não é só você que come, caga, veste, etc.

Duas situações podem discorrer disso:

1- Ele entenderá o recado e passará a lhe ajudar.

2- Vai sair de casa e arranjar uma amante.

A escolha é sua, sempre foi e sempre será. Você não foi obrigada a casar com um imprestável. Casou porque quis.

NÃO TENHO DINHEIRO PARA ME SEPARAR! – você se desespera.

Não é problema meu e nem da sociedade. Você se juntou com um homem babaca porque quis. Peça ajuda de um parente, amigo, sei lá.

Uma coisa que falta ASSUSTADORAMENTE no mundo atual é responsabilidade. Ninguém mais quer assumir as CONSEQÜÊNCIAS de seus atos. Querem ser livres para escolher, mas quando dá merda, não querem assumir, querem que o governo e a sociedade arque com as conseqüências de uma escolha que não fizeram.

Quer ter filhos e não quer ter de trabalhar? Arranje um homem com uma condição financeira boa.

É difícil! Os homens não querem casar, menos ainda sustentar! – você lamenta.

E isso graças a quem? Ao feminismo. Ao amargo feminismo que diz que a mulher precisa de um homem tanto quanto um peixe precisa de uma bicicleta. Que diz que a mulher é superior ao homem, que é mais capaz que ele. Mas precisa de assistencialismo até o último fio de cabelo!

Os homens atualmente estão exigindo mais das mulheres. Claro, elas adoram bradar que sua mercadoria é infinitamente superior, mas na hora de demonstrar, estão de mãos vazias.

Os homens odeiam as mulheres! – você mente.

Ódio? Não. Ressentimento, talvez. Imagine que você constrói civilizações em benefício de um grupo de pessoas; mata-se de trabalhar para dar uma boa vida a esse grupo; desenvolve tecnologias para facilitar a vida desse grupo; luta em guerras para salvar a vida desse grupo; etc.

Agora imagine que, depois de alguns anos, esse grupo para o qual você deu sua vida e sua alma, resolve se revoltar contra você e diz que você não vale nada, que você é descartável, que você nunca fez nada por eles, que eles não precisam de você e etc. Como você se sentiria? Eu ficaria putíssima da vida, ao ponto de espancar alguém.

Isso me leva ao próximo capítulo.

3. Violência doméstica

Este será curto, prometo. Eu tenho algumas ressalvas quanto a agressões físicas, mas tente ver a situação por outro ponto de vista. Imagina que você é um homem que está trabalhando para juntar dinheiro para seus estudos e realizar seu sonho de, digamos, ser arquiteto. Daí você transa com uma menina que lhe disse que não precisavam usar preservativo porque ela tomava anticoncepcional.

Um tempo depois ela aparece e diz que está grávida e que você tem obrigação de sustentá-la. Como você iria se sentir?

Quero deixar claro que UM HOMEM QUE TRANSA SEM PRESERVATIVO É UM IDIOTA RETARDADO E NÃO MERECE O AR QUE RESPIRA. O MESMO SERVE PARA UMA MULHER. AINDA MAIS SE AMBOS NÃO QUEREM TER FILHOS E NEM PEGAR DSTs.

Se fosse comigo, eu odiaria essa pessoa e essa criança para sempre. E num momento de discussão mais acalorado, onde a puta mulher só sabe exigir mas não faz nada, um soco seria inevitável. Sua vida e seu sonho foram destruídos por causa de uma puta mulher que aplicou o golpe da barriga em você, não é de dar raiva?

Obviamente, isso não teria acontecido se ELE FOSSE UM POUQUINHO INTELIGENTE E NÃO CAÍSSE NA CONVERSINHA DA PÍLULA.

Você realmente é tão inocente assim a ponto de acreditar que mulheres não praticam o golpe da barriga? Sério? SÉRIO?

Nem todas as agressões domésticas ocorrem por esses motivos e para esses casos, eu não tenho o que dizer, porque agressão doméstica não é só do marido contra a esposa, mas vice-versa, de pais contra filhos e destes contra os pais.

Leitura recomendada: Violência doméstica contra homens

E um vídeo sobre a lei Maria da Penha.

4. Feminicídio

Vou deixar apenas o link deste vídeo porque eu não teria o que acrescentar, a análise dele foi perfeita.

5. “Machismo”

Aqui eu gostaria de deixar uma leitura sobre o real significado da palavra “machismo”. O correto, seria o uso da palavra sexismo para discriminação baseada em genital e não machismo. Não preciso comentar mais nada porque esse texto é bem completo. Segue link:

Significado da palavra machismo durante os anos

6. “Cultura do estupro”

Agora tudo é estupro e os homens são criados para serem estupradores. Até olhar para decote é estupro (desculpa, não achei o link).

Uma coisa interessante com essa questão de estupro é, novamente, números:

1 estupro a cada 11 minutos no Brasil

1 estupro a cada 3 horas no Brasil

50 mil casos de estupro por ano no Brasil

500 mil casos de estupro por ano no Brasil (tá na legenda da imagem)

Apenas 35% dos casos são notificados às autoridades

Apenas 10% dos casos são notificados às autoridades (segundo parágrafo)

Qual o número correto? Não sabemos. Opto por ficar com os registros. E quanto a estes dois últimos, é interessante porque, se os demais estupros não são registrados, como você sabe a porcentagem deles se eles não registrados?

É muito fácil tirar estimativa e estatística do cu ou da buceta. Fácil ganhar debate com desonestidade.

Voltando… Não, os homens não são criados para serem estupradores, pelo menos não no Ocidente. Segundo, se houvesse uma “cultura do estupro”, estupro não seria crime. A sociedade sempre repudiou o estupro, tanto é que era uma palavra com uma carga negativa tão grande, que ninguém gostava sequer de falar. Mas atualmente, o feminismo banalizou tanto o estupro, que as pessoas estão começando a não se importar. Veja, já citei a palavra estupro nesse texto várias vezes sem o menor pudor.

Quando se chega ao cúmulo de dizer que arrependimento é estupro e olhar para decote é estupro, as pessoas param de se importar com o crime e as vítimas REAIS, o que é uma pena.

Depois deste vídeo (o que ele está criticando e não o vídeo dele em si, o vídeo original foi tirado do ar), eu desisti de qualquer tipo de diálogo com feministas.
E aquela menina dos 33 caras? – você recorda.

Se você chamar “prostituição para conseguir drogas” de estupro… Essa história, ao meu ver, foi muito mal contada. Não vou comentar mais sobre isso.

Mas se não existe cultura do estupro, por que os índices são tão altos no Brasil? – você pondera.

Porque, ao contrário do que alguns dizem, o Brasil não é um país rico. É um país pobre. E em países pobres, o Estado costuma ser omisso. Isso resulta numa maior criminalidade e, por conseqüência, numa maior taxa de estupros, que é crime, mesmo que você diga que não.

Acho que as feministas fariam um trabalho verdadeiro se usassem toda essa energia para ir protestar lá no Oriente Médio e na África. Aqui, é uma atitude vã, já que nossa sociedade NÃO É SEXISTA. A sociedade Ocidental faz de tudo para que a mulher tenha uma vida boa e confortável. Isso pode até ser sexismo, já que os homens não têm esse privilégio, mas é um sexismo favorável e condescendente com a mulher.

E as mulheres hoje só sabem ser ingratas. Não estou dizendo que não podem trabalhar ou viverem sozinhas. Claro que podem, mas precisa espezinhar a mão que sempre esteve aberta para você?

Por fim, gostaria de deixá-los com um textículo que tenho no meu perfil da Steam e uma playlist no Youtube.

Playlist: Por que não sou feminista / Why I’m not a feminist

Ah, e recomendar os canais Paul Joseph Watson, Chris Ray Gun, The Amazing Atheist, Karen Straughan, Lauren Southern e este canal que traduz algumas coisas dos outros.

Sou mulher e não sou feminista

Feminismo nada mais é do que uma forma de sexismo, onde as mulheres são sempre as coitadas e os homens sempre os opressores malvadões.

Desde pequena, eu sempre tive amigos homens e eles sempre foram legais comigo. Posso dizer que nunca sofri machismo de homem. Em compensação, as mulheres sempre me maltrataram porque eu gostava de “brincadeiras de menino”. Sempre detestei fofoca, ficar falando de sapato/roupa/maquiagem, e sofria na mão das mulheres por ser diferente. Eram os garotos quem me aceitavam no meio deles, que me ensinaram a jogar RPG de mesa, Magick (eu tinha um deck!), que me apresentaram a Diablo <3, The Elder Scrolls, dentre outras coisas. As mulheres só sabiam me humilhar e maltratar.

Senti na pele que mulheres são tão opressoras quanto as feministas gostam de dizer que os homens são. Elas vivem num mundo maniqueísta onde tudo o que elas pensam é bom, a verdade absoluta do universo e todos que pensam diferente estão errados, são maus e devem ser suprimidos e calados. Ou seja, querem censurar todo mundo que não pensa igual a elas.

Mulher babaca, é só uma mulher babaca. Já homem babaca é machista, mata!

Não. Não é assim que eu encaro o mundo. Gente babaca existe independente de sexo, orientação sexual, raça, religião e condição financeira. E é apenas isso, pessoas babacas.

Não odeio homens só porque eles nasceram com um pau. Na verdade, eu nem odeio homens. Dificilmente odeio alguma coisa, fico apenas indiferente. Mas não privo as demais pessoas de gostarem ou desgostarem de algo.

Fico muito preocupada com o feminismo querendo cagar regra no mundo dos Games. Já proibiram o poster de X-Men, agora estão vindo pros jogos também. Em breve, teremos poucas ou quase nenhuma empresa fazendo jogo que não seja politicamente correto.

O meu lema é: você pode ser e achar o que quiser, contanto que não imponha seu estilo de vida sobre os demais.

Você quer ser feminista? Seja, mas não imponha sua ideologia sobre os outros. Quer ser adorador da Batatinha Flamejante Voadora? Seja, mas não imponha suas batatas sobre os outros. Você quer me odiar? Odeie, mas não ache que tenho que deixar de ser quem sou só porque você não gosta.

Se você também está de saco cheio disso, pode me adicionar. (:
Mas se adicionar só pra vir discutir comigo pra tentar me converter, esqueça, já acabei com uma amizade simplesmente porque a cidadã virou feminista e ficou idiota, lutando por direito a vulgaridade de andar com as tetas pra fora e a beber até cair na rua… T_T

Babaquices eu bloqueio e sempre vou bloquear. Machismo? Não, apenas pessoas babacas. Cromossomo Y não define babaquice.


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